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Bahia soube sofrer para comemorar! Atlético/MG 0x2 Bahia

crédito: Thomás Santos

Fala, Nação Tricolor! E essa brocança sobre o Galo? Rapaz, esse jogo serviu para tantas coisas que vai ser difícil compactar em uma lauda. Mas vamos lá. 

O resumo do jogo seria assim. Bahia começou péssimo e foi assim até os 10 minutos. Jogadores dispersos, desatentos, displicentes, um inferno. Mas aí veio o lance do primeiro tempo. Zé Rafael dribla dentro da pequena área, Fred derruba o atacante do Bahia e o juiz marca pênalti pra o Bahia. Momento raro e nem lembro se houve algum outro pênalti para o Bahia nesse campeonato. O comentarista do sul-sudeste quase surta, negando a falta o primeiro tempo inteiro, e até quando Fred assumiu que fez o pênalti, na entrevista no intervalo, eles passaram vários ângulos de câmeras para puderem acreditar. Juninho cobrou e fez o seu primeiro gol na Série A.

Depois do gol minha esperança era que o Juninho voltasse a ter confiança nos seus chutes. Mas o jogo mudou. O Atlético/MG foi pra cima do Bahia com tudo e o Tricolor se fechou para matar o jogo no contra-ataque. Mendonza (pqp, o sacana marcou muito o jogo todo) disparou e serviu Vinicius, que de cara, perdeu a chance de ampliar no primeiro tempo. Enquanto isso, lá atrás, a zaga dava um show de “como se comportar no sofrimento”. Lucas salvou um gol quase feito de Fred, Jean fez duas defesaças e o resto foi cortar cruzamento na área.

No segundo tempo a coisa piorou. Se desse pra resumir seria> cruzamento dos caras na área e a zaga Tricolor tirando tudo. Com 12 minutos, te tanto sofrer em ver a bola passeando na entrada da área, Jorginho colocou Eder no lugar de Vinicius. Certíssimo. Mas a galera se revoltou nas redes sociais. Claro, achando porque estava tomando pressão, tirar um meia pra colocar um volante, seria sofrer ainda mais. Mas não foi bem assim. Eder resolveu alguns problemas com sua entrada. O Bahia aumentou sua bateria anti-aérea, conseguiu fechar a entrada da área, travou as bolas que sempre sobravam para os atacantes no segundo pau, soltou mais Mendonza… ajudou muito. 

Mas isso não serviu pra diminuir os cruzamentos. Foram 22 na área Tricolor. Porém, Jorginho precisava sair com resultado bom, no dia de hoje, pois fez tudo certo. 

Numa arrancada de Mendonza (nitidamente, coisa de treino), a bola foi e voltou e caiu nos pés de Régis, que acabara de entrar. O sacaninha para, olha pra trás, vê a chegada de Juninho e toca milimetricamente. O nome do jogo dá uma tapa na bola e solta um foguete. Golaço da Porra para aliviar a tensão da Nação Tricolor, acordada até aquele momento. 2×0.

Bora Baêa Minha Porra! Segundo triunfo fora, e se não fosse a porra do vacilo do gol do Avaí, estaríamos hoje na primeira página da tabela. Agora é encarar o Santos, lá em São Paulo, em mais um jogo duríssimo. Mas, como já disse, o pior já passou. 

De 1 a 11. 

Jean foi um monstro; Eduardo bem na zaga. Lucas e Thiago quase impecáveis (não pode deixar Fred ter 3 chances de gol na pequena área). Matheus Reis deixou muito cruzamento sair do seu lado; Matheus Sales errou alguns lances bobos no meio, com displicência ou excesso de confiança. Juninho jogou como jogava quando era titular. Vinicius pra mim ainda é reserva de Régis. Mendonza tomou o lugar de Renê Jr hoje, marcando muito, roubando bolas e ainda puxou a jogada do segundo gol. Zé Rafael foi um gigante enquanto teve fôlego. João Paulo só teve uma chance mas chutou mal. Régis entrou pra mostrar que quer voltar a ser titular, com uma assistência de craque. Eder entrou muito bem como volante (alías, a gente nem sabe mais se ele é volante ou zagueiro). Ferrareis participou do lance do gol, mas não ouvi falar dele. Jorginho, acertou em tudo, hoje. 

Erick Cerqueira
Publicitário, publicitário, pós-graduado em Gestão Esportiva, designer, blogueiro, Torcedor do Bahia e pai de Thor Cerqueira.
http://erickcerqueira.com
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