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O grande Bahia está de volta.

Após sete anos, a Copa do Nordeste volta para o Estado da Bahia, com uma campanha gigante do Esporte Clube Bahia, vencedora em todos os critérios de premiação, desde a melhor defesa até o melhor ataque, passando pelo melhor jogador da competição, Régis. 

Os dois jogos da final deixaram a impressão que o Tricolor de Aço solidifica cada vez mais sua forma de jogar. Excelentes atuações consagraram a equipe com o maior título da região.

O primeiro jogo, em Recife, credencia o bom trabalho feito por toda a comissão. Desfalcado de três atletas, dois que entraram para compor o elenco não jogavam de forma regular e Juninho não costuma atuar avançado, o que supostamente seria um déficit, serviu para demonstrar o valor da persistência em um projeto a longo prazo.

Quando a equipe possui uma forma de jogar bem definida, potencializa as virtudes dos jogadores e diminui suas deficiências. 

A segunda partida, em Salvador, ampliou a distância que já era grande entre Bahia e Sport. A maioria dos conceitos pensados por Guto Ferreira foram muito bem executados. Inclusive, o balanço defensivo, colocava em grande parte do jogo, seis jogadores atrás da linha da bola, com o objetivo de não sofrer contra ataques e avançar através de passes verticais em profundidade.

O gol do título. 

O ex-treinador do Sport, Ney Franco, colocou o time a jogar com três zagueiros. No entanto, para jogar com três defensores atualmente é preciso mantê-los alinhados, diminuindo o campo do adversário. Mas, durante o primeiro tempo, o Durval fazia a sobra, cometendo um erro gravíssimo em termos de organização defensiva. Pois, aumentava o campo do Bahia em profundidade, além de perseguir o centroavante Tricolor, provocando situações de 1vs1 em zonas de extremo risco. O posicionamento foi ajustado no segundo, porém já era tarde para alguma recuperação do time da Ilha do Retiro.

Observem no destaque em azul, como Edigar Junio está em uma situação de 1vs1. Durval se posicionou como o defensor da sobra e o centroavante Tricolor,de forma inteligente, empurrou o zagueiro para próximo da sua área.
Armero percebeu o companheiro mais adiantado da equipe e fez um belo passe. Notem que apesar da superioridade numérica no quadro, o péssimo posicionamento da defesa Rubro Negra, em conjunto com a caça de Matheus Ferraz ao Régis (círculo vermelho), ocasionou a situação clara de gol para o Bahia. As setas em vermelho, indicam os locais que supostamente deveriam está os defensores do Sport.
Edigar Junio recebe a bola, destaque em azul. Auxiliado pela bela infiltração de Régis na zona, as costas da defesa adversária, consegue uma linda finta no defensor do Recife, que nunca é bastante lembrar, estava a fazer a sobra da defesa. 
Após lindo drible no adversário, o atual centroavante Tricolor faz um golaço, colocando a bola por cima de Magrão.

 


Parabéns ao Esporte Clube Bahia pelo terceiro título da Copa do NE! 

A campanha retira qualquer dúvida sobre a superioridade do Esquadrão de Aço durante toda a competição.

Ao menos, até o próximo ano o Nordeste é o Bahia!

Abraço Grande!

Diogo Silva
Graduado em Comunicação Social (FCS) - Graduado em Educação Física (UFBA) - Especialista em Gestão Esportiva (F2J) - Treinador de Futebol - Treinador Licença C - CBF. @diogaum diogopereirasilva@yahoo.com.br

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