Você está aqui ->
Home > Esporte Olímpico > Esporte Baiano > Futebol > E.C. Vitória > Bode tem de ser bem passado

Bode tem de ser bem passado

O placar foi elástico, houve aquele impacto simbólico de chegar a final se mantendo invicto e fazendo valer o mando de campo. O bode virou almoço nas garras do leão como já era de se esperar. Argel adiantou Euler, montou o mesmo time ofensivo que jogou contra o Paraná e no fim, mesmo fugindo de suas características carimbou a passagem do Vitória para final do Baianão.

No cardápio variado do leão neste baianão, até aqui comemos de jegues e bodes até sardinhas enlatadas. Chegamos a final com a certeza de que fizemos a melhor campanha do estadual e a mais eficiente do país neste inicio de temporada. Nada disto nos empolga, o torcedor do Vitória sabe que existem erros grotescos a serem corrigidos no time e que, mesmo que os números digam o contrário, Argel não é um bom técnico.

Vencer o baiano não soma nada em termos de importância. Na verdade nosso estadual é meramente uma forma de testarmos nossa equipe e consolidar o entrosamento entre os atletas. Chegar a final e vencer é uma obrigação e acredito que qualquer trocaria esta classificação pela continuidade na Copa do Brasil. Para mim, mais do que nunca, Argel tem de sair e fazer isto seria um ato prudente da diretoria e uma postura honrosa do próprio treinador. Óbvio, isto não vai acontecer.

Argel precisou ser desclassificado contra o medíocre Paraná, para entender que é preciso montar um time ofensivo para propor o jogo e vencer as partidas com tranquilidade. O retono de Dátolo é a coisa que mais me chama atenção nesta partida, por que acende em meu coração a esperança de que poderemos ter um jogador no meio campo que possa cumprir o papel de distribuição de bolas e evitar que vejamos aquelas ligações diretas entre zaga e ataque contando com a sorte.

O mas…

O Vitória está na final, acaba de golear o time mais forte deste quadrangular final, tem a campanha irretocável e enfrentará seu freguês na final com uma vantagem conquistada por conta da campanha que fez. Argel precisou sair da Copa do Brasil para entender a importância de Cleiton Xavier (que não é mais um menino) como uma espécie de meia e não como um quase ponta direita, como vinha jogando. Adiantar Euler e fazer com que ele alterne com Cleiton no meio era uma medida que poderia ser feita a muito tempo, mas Argel é teimoso, burro ou masoquista.

 

#boraleão: Os próximos jogos serão contra o fusquinha de Lauro de Freitas, um clássico visto que as sardinhas veem mordidas desde o ultimo confronto. Argel é menos treinador que o gordo, os cardume tem mais entrosamento que nós e penso que pela lógica será um jogo equilibrado, com uma leve desvantagem nossa por ter Argel em nosso banco. Mas futebol não tem lógica e tá tudo aberto!

Emerson Leandro
Emerson Leandro Silva, torcedor do Vitória, escritor, Micro-empresário, fotógrafo, webwriter, designer e atleta aos fim de semana.
http://esportebaiano.com
Top