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Brocou. Mas era pra golear. Bahia 1×0 Cruzeiro

Foto: Felipe Oliveira Divulgação EC Bahia

Bahia broca mais uma em casa, chega no G6 com autoridade, engoliu o time do Cruzeiro, mas sinceramente, podia ser melhor.

Peguei o buzu na Vila Laura e o cobrador falou: “porra, não consegui trocar o horário hoje. Mas vá lá e vamos brocar, 1×0, nessa porra”. Disse a ele que 1 só seria pouco, que era dia pra 2 ou 3. No pé da ladeira da Fonte, o velho churrasquinho de gato e nas conversas a expectativa era de placar mínimo. Comecei a achar que estava esperançoso demais ou subestimando o time do Cruzeiro. Fui encontrar meu pai e meu irmão mas já com sem a expectativa de goleada.

O jogo começa o Bahia se impõe diante do adversário da mesma forma que fez com todos os outros adversários. A Torcida empurrava, como sempre, e o time ia na onda. De repente Edigar Junio dispara pelo meio, sofre falta e o juiz expulsa o zagueiro dos caras. Com um a mais a gente sabe que o Bahia diminui o ritmo de forma absurda e deixa a sua torcida preocupada. Mas o ritmo se manteve. 

Eis que surge mais uma falta na entrada da área. Os cruzeirenses param pra reclamar e a malandragem argentina de Allione acha Zé Rafael. Depois dispara por trás do atacante, recebe e cruza para o oportunismo do Edigar Junio. Bahia 1×0.

E aí, quando toda a Fonte Nova esperava mais uma goleada… a trave apareceu. Foram 3 bolas na trave durante o jogo. O goleiro dos caras também resolveu mostrar porque já defendeu a Seleção Brasileira. Pegou muito o sacana. Mas o Bahia dominava plenamente o primeiro tempo. Tocava sem pressa e esperava os buracos na defesa aparecer, mas sem muita efetividade. E isso foi irritando quem pagou ingresso. Ainda assim, saiu aplaudido no primeiro tempo. 

Na volta todo mundo esperava um Bahia mais forte. E não foi isso que se viu. O Cruzeiro, mesmo com um a menos, partiu pro tudo ou nada. Com triangulações rápidas e dribles curtos, os caras chegaram na cara de Jean umas 3 vezes. Mas dessa vez foi a hora de Jean mostrar porque também já defendeu a Seleção, ainda que nas divisões de base. Pegou muito! 

O Bahia tirou a marcação alta e parecia armar a arapuca pra os contra-ataques. Mas Jorginho demorou muito pra tirar o cansado Allione ou o exausto Zé Rafael e colocar o Speed Mendonza. Quando o sacana entrou, já no finzinho, arrancou aplausos da Torcida. Jogou pouco mas jogou bem. Deu cavadinha, tabelou com Edigar e quase acerta um golaço. Seria a consagração do 3º a estrear e já fazendo gols. O jogo seguiu, com chances dos 2 lados, mas o placar acabou no que profetizou o velho “cobra” do buzu. 1×0. Saí com a sensação de que quase acertava o placar. Não fossem as 3 bolas na trave estaria falando mal do cobrador agora…

Bora Baêa Minha Porra! Placar pequeno mas futebol de gente grande. Brocamos a 3ª em casa e entramos na zona de Libertadores. Por mim o campeonato podia acabar até hoje, igual ao europeu, que acham? Bahia na Libertadores e o rival rebaixado num “chico-romelo” histórico.

De 1 a 11

Jean Monstro. Eduardo gigante, Lucas hoje foi melhor que Thiago e esse, pra mim, é o mais constante do time. Matheus Reis jogou muito, errou alguns passes bobos, mas salvou o empate. Juninho ainda está longe do craque que era, Renê Jr foi muito bem e Vinicius foi mais apagado que na estreia. Edigar Junio foi o nome do jogo, Allione o malandro da parada e Zé Rafael jogou demais. Ferrareis entrou bem, Mendonza estreou mas entrou muito tarde e Feijão não comprometeu.

Erick Cerqueira
Publicitário, publicitário, pós-graduado em Gestão Esportiva, designer, blogueiro, Torcedor do Bahia e pai de Thor Cerqueira.
http://erickcerqueira.com
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