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CARTOLA FC X MERCADO DA BOLA – NOVOS CONCEITOS E ANÁLISE DE DADOS

Começou o Campeonato Brasileiro de 2018 e, junto com ele, o fantasy game Cartola FC. Sobre esse assunto falo com propriedade. Sou viciado desde sua criação! E um fato é claro: o jogo facilitou a vida de empresários de jogadores de futebol.

O brasileiro não possui, ou possuía, o hábito de acompanhar as estatísticas – scouts – dos jogos e jogadores. O Cartola FC, no entanto, tem nesse mecanismo uma de suas bases, pulverizando os “analistas” de dados dos jogos por vários lares e grupos de whatsapp.

CARTOLA FC
Cartola F.C.

A crescente da utilização do recurso, entretanto, não foi impulsionada apenas pelo game. Uma nova concepção tática, onde atacantes de beirada, por exemplo, se tornam segundos laterais de tanto marcarem, faz com quem tais números sejam tão importantes que o simples fato de seguem atacantes “buliçosos”.

Com isso, as estatísticas se tornam agentes valorizadores de jogadores não tão brilhantes, mas que possuem um papel importante no desenvolvimento das equipes. Dados, antes invisíveis, aparecem com uma frequência notória nos comentários esportivos, propulsionado pelo ambiente competitivo criado dentre os cartoleiros.

Os empresários, portanto, tem um novo trunfo na exposição de seus atletas: “tem média de 10 pontos e 5 roubadas de bola por jogo no Cartola!”. Um grande exemplo desse mecanismo é Zé Rafael, o Hazard brasileiro (KKKKKKKKKKKKKK). Zé ganhou notoriedade durante o campeonato brasileiro de 2017, depois de um início contestado no Bahia, principalmente quanto a decisões erradas no fim das jogadas.

ZE RAFAEL CARTOLA
Zé Rafael foi o melhor da rodada no fantasy game Cartola FC, em 2017.

E essa mudança se deu, principalmente, por causa do fantasy game, visto que continuou a ser um jogador com poucos momentos decisivos, mas com muitas roubadas de bola e finalizações (defendidas ou para fora). Isso fez com que torcedores e clubes enxergassem coisas que, em tempos pretéritos, provavelmente só sairiam da boca do treinador ao defender sua escalação.

Embora pareça, o texto não é uma crítica ao Cartola FC nem aos jogadores “beneficiados” por seu crescimento. O jogo não é feito apenas de Messi e Suarez, é necessário um Busquets para o famoso equilíbrio entre os setores.

E quanto ao Cartola FC? Quem me conhece sabe que fico ansioso para seu início, empolgado com a montagem do time e escolho que jogo acompanhar com base nos jogadores que escalei (jogo de qualquer time passa a ter significado, ahhahahahaha). Pra quem gosta de futebol, é um prato cheio.

Segue o baba! Vamo mitar!

Joe Fraga

Joe Fraga
Advogado, funcionário público, MBA em Gestão do Serviço Público com ênfase em Planos e Projetos, doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais e colunista do Esporte Baiano.

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