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“Clássico é Clássico e vice-versa” – BA-VI

O primeiro BAVI revelará quem vencerá o embate independente do resultado. Explico. As duas torcidas ainda reclamam da forma de jogar das suas respectivas equipes que desagradam boa parte dos torcedores de ambos os lados. Pelo lado Tricolor há uma notável impaciência, mesmo com o time apresentando sucessivas boas apresentações, especialmente dentro da Fonte Nova. Na parte Rubro Negra da cidade os triunfos não sustentam as atuações ruins do time, de modo a escutar diversas vaias em seu próprio estádio. Por isso, chego a conclusão que a esperança que nutre os aficionados dos dois clubes é que suas agremiações desempenhem um bom futebol e o resultado positivo seja consequência deste jogo. Será?


Quem acompanha meus posts deve compreender as motivações da minha opinião ser em favor do Bahia. Apesar do ditado popular “clássico é clássico e vice-versa” a equipe Azul, Vermelha e Branca continua a aprimorar o seu modo de jogar e a cada partida os comportamentos dos jogadores em campo, desejados por Guto Ferreira, começam a emegir com uma maior frequência. Mas, há diversas lacunas a serem preenchidas. Vamos à elas.

A transição defensiva dos comandados de Guto é lenta. Os jogadores demoram a reagir após a perda da bola, o que pode contribuir para bons contra ataques do adversário. 

A concentração tática é diluída durante a partida. Por exemplo, a compactação defensiva inicia o jogo de modo perfeito, mas ao final do primeiro tempo já podemos perceber alguns espaços entre as linhas. 

As tomadas de decisão de alguns jogadores facilitam o jogo interior dos adversários, quando o objetivo seria fazê-los jogar pelos corredores laterais. 

O Bahia possui muita dificuldade de propor o jogo por apresentar sérios problemas na circulação de bola. 

O Vitória, por configurar um jogo pobre de conceitos estará em desvantagem nesse clássico. No entanto, as convicções do Argel podem ser o trunfo da equipe diante do seu maior rival. Pois, se fizer o Bahia reter a bola e apostar nos contra ataques (Fucks acredita muito nesta maneira de pensar o futebol) poderá sair vencedora do confronto.

Vamos aos pontos fracos do Leão:

Talvez um dos principais gargalos desta equipe seja a caça dos zagueiros aos atacantes adversários, abandonando a linha defensiva a relegar um espaço precioso para os oponentes, particulamente quando as coberturas defensivas não são executadas.

Muita dificuldade na circulação da bola, em função da falta de mobilidade da equipe e jogo direto.  

Dificuldade em realizar compactação ofensiva a deixar espaços entre os setores que podem ser explorados pelos adversários em ataque rápido. 

Baseia seu jogo em lançamentos longos, o que prejudica suas ações ofensivas.

Atinge, na maioria das tentativas, a área de finalização da jogada com poucos jogadores. 

Referências individuais de marcação, facilitando a progressão no campo do adversário. 

Basculação mal executada. Sempre há um espaço grande entre o lateral e o zagueiro, por que o jogador pelo corredor sempre acompanha o oponente que está aberto em amplitude. 


Bahia e Vitória possuem uma dificuldade em comum, as duas equipes têm problemas em propor o jogo. A primeira, aposta em uma linha média de marcação com transições ofensivas, gerando bons ataques rápidos. A segunda, se Argel seguir suas convicções, apoia-se em uma linha baixa, passes verticais e contra ataques.

Quais das agremiações conseguirá impor seu jogo e atacar as fragilidades do adversário?

Esta resposta apenas saberemos após a partida.

Fica o desejo de uma bela festa do futebol com as duas maiores equipes do Estado da Bahia.

Abraço Grande!

 

Diogo Silva
Graduado em Comunicação Social (FCS) - Graduado em Educação Física (UFBA) - Especialista em Gestão Esportiva (F2J) - Treinador de Futebol - Treinador Licença C - CBF. @diogaum diogopereirasilva@yahoo.com.br

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