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Dois Zero a Zeros diferentes. Bahia 0x0 Botafogo/PB

“Engolimos Diniz, nos engasgamos com Leston”

Fala, Nação Tricolor!

Se o 0x0 contra o Atlético Paranaense, contra o “Melhor Técnico de Todos os Tempos da Última Semana”, o Bahia de Guto engoliu Diniz, e a torcida comemorou, não o resultado, mas o empenho e o bom futebol jogado pelo time, esse mesmo placar, contra o Botafogo da Paraíba, foi broxante.

Que coisa horrorosa aconteceu em PituAço! Uma total falta de respeito ao torcedor do Bahia. Primeiro um desrespeito por parte do Esporte Interativo. A emissora da Turner cresceu criticando a Globo e os horários miseráveis das partidas, que começam sempre “depois do último beijo da novela”, como o grande Alex 10 definiu. Aí o E.I. fecha com a Copa do Nordeste e faz o que? Jogo quinta à noite, 21:45h, em Pituaçu.

Como se não bastasse o torcedor ainda sai de casa, pega metrô, buzu, vai pra PituAço pra assistir um time reserva contra um adversário de Série C, que acaba perto da meia-noite. E o pior, depois de quase 70 minutos de sofrimento, ver Kayke entrar em campo novamente com a camisa do Bahia. Vá matar o diabo.

Ao jogo!

Bahia e Botafogo/PB foi um jogo feio. Em todos os sentidos. Chegou ao absurdo do lance MAIS MAIS YPIOCA da noite ser um chapéu de Rafael Jataí em Zé Rafael. Sim, senhores. O fundo do poço ainda é um poço sem fundo.

Em campo um time com dois laterais que, juntos, não acertaram nenhum cruzamento. Uma zaga segura e sem sustos, que quase não apareceu na TV. No meio, Edson nitidamente sem ritmo, e sem ânimo, errando vários passes. Na frente uma displicência insuportável. Zé Rafael perdeu 2 gols dignos do Inacreditável Futebol Clube.

Elber ia bem, acertou a trave, mas depois da terceira partida consecutiva, jogando bem, se machucou. Alguém manda esse menino procurar a igreja evangélica mais perto da sua casa ou um terreiro, pra tomar um banho de pipoca. Não é possível uma porra dessa.

Allione, mais uma vez mostrou que sabe jogar, mas ainda aparenta um desinteresse estranhíssimo dentro de campo. Diferente de Régis e sua intensidade absurda, até o fim do gás. Brumado fez uma partida meeira, e como não fez gol saiu chamuscado. Agora, falemos do Menino da Vila.


Meu irmão, esse Kayke, dói. O cara me entra no segundo tempo, com o adversário morto em campo, e na primeira bola de cara com o goleiro, dentro da pequena área, joga a bola no placar de PituAço. Depois acerta uma tabela, pega na frente e quando tentou dar de calcanhar se atrapalhou com as próprias pernas. No lance seguinte uma boa assistência pra Régis, que isolou. Aí pensei: “porra, é má vontade minha com o cara”. Que nada. Já no lance seguinte ele se enrosca de novo com a bola e perde o lance sozinho. Pelamordedeus.

Aí comecei a rezar pelo fim do jogo pra poder xingar todo mundo aqui no texto.

Bora Bahia Minha Porra!

Hora de arrumar essa parte ofensiva. Nos últimos 630 minutos de futebol, mundialmente conhecidos como 7 partidas, em 4 competições diferentes, o Bahia fez 4 gols e sofreu outros 4 gols. Metade desses, foi marcado em cima do Botafogo/PB. Um na final do Baianão e outro é o filho único no Brasileiro, em 3 partidas. Os números são assustadores, seja na Sulamericana, Copa do Nordeste ou Brasileirão, mas ficam disfarçados pelos Título Baiano e a passagem de fase no Nordestão. Mas é bom abrir o olho e brocar logo o Sport lá, em Hellcife, pra dar uma moral a equipe.

Ah, não posso esquecer. Nossos sentimentos ao nosso treinador Guto Ferreira pela perda da mãe dele. #ForçaGuto 

Por Erick Cerqueira
Foto: Felipe Oliveira – EC Bahia

Erick Cerqueira
Publicitário, pós-graduado em Gestão Esportiva, designer, blogueiro, Torcedor do Bahia e pai de Thor Cerqueira.
http://erickcerqueira.com

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