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Especial – Troféu NO/NE de Atletismo

Os leitores e leitoras mais frequentes desse espaço podem achar estranho o título que encabeça o texto. Apesar do foco no futebol, sou amante do esporte e o atletismo faz parte deste universo.

A pedido da amiga e colunista do @esportebaianobr, Vaneisa Pires, escrevo nas próximas linhas uma visão geral sobre o atletismo na Bahia, aproveitando o ensejo da competição “interregional”

Estou longe do ambiente da modalidade, portanto recorri há algumas pessoas que pudessem colaborar com a finalidade de esclarecer algumas questões de um esporte pouco difundido através dos meios de comunicação de massa.

Durante as entrevistas foi perceptível que existe uma lacuna entre a ciência e o empirismo na modalidade. Dessa forma, os treinamentos se tornam obsoletos, com a consequente diminuição de performance dos atletas.  Segundo profissional da área, a evolução deste esporte no Estado da Bahia passa pela integração dos ex-atletas ao universo acadêmico.

“Comecei a perceber as deficiências do atletismo (baiano). O treinador (ex-atleta) não entendia muito de treinamento, era o cara antigo…os atletas sempre repetiam o mesmo treino. Todos os atletas faziam os mesmos treinos, independente da individualidade de cada um. Por que há atletas velocistas, outros fundistas, outros meio fundistas, só que todos faziam basicamente o mesmo treino…” “Os técnicos em geral, não recebem para trabalhar.”

Os ex-atletas poderiam ser os melhores treinadores de atletismo, pois a prática subsidia elementos formativos que somente com muita ciência um não-atleta poderia se equiparar. No entanto, os primeiros preferem, em sua maioria, subir no lugar mais alto do pódio, sustentar suas pobres ideias em relação a treinos, periodização, etc, negando a seus atletas conhecimentos essenciais para alavancar suas performances no mais alto nível.

“O nível técnico das competições é muito baixo.”

Apesar da boa organização das competições, elas possuem pouco apelo midiático, o que significa pouco público, nenhuma visibilidade, rara atratividade, gerando pouco patrocínio.

“Campeonato pouquíssimo divulgado. Pouquíssimo público no Baiano de atletismo! Isso que chama mais atenção…”

Quantos leitores e leitoras já escutaram, leram ou entraram em contato com alguma competição de atletismo na Bahia?

Parece haver consenso entre os especialistas do potencial humano existente na Bahia, porém ” a falta de estrutura, patrocínio, treinamento mal elaborado, etc… quando chegam a nível adulto eles (os atletas) começam a desaparecer.”

Resultados positivos nas etapas de formação no atletismo da Bahia são comuns, contudo, como em toda modalidade de alto rendimento, o nível da concorrência aumenta, relegando os menos preparados a poeira.

Os fatores para tal queda de rendimento são diversos, desde a idade cronológica, com a cobrança dos pais para iniciar as atividades laborais, quanto o pouco acompanhamento profissional com nutricionista, psicólogo, treinador qualificado, preparador físico e fisioterapeuta.

A falta de estrutura é gritante no atletismo da Bahia. A Capital do Estado não possui uma pista adequada para prática. O melhor local para treinamento, mesmo que as condições não sejam as ideais, é a pista que fica localizada dentro do SESI, na cidade de Simões Filho, portanto um espaço privado, razão pela qual o acesso é restrito para uma parcela dos atletas.

O atletismo baiano se encontra a respirar por aparelhos há algum tempo. Depoimentos de pessoas envolvidas na área transparecem que ainda há longas provas para que o esporte consiga levantar da cama e ter uma vida normal.


A Bahia participa com uma delegação de 16 atletas e tem como destaque nesta competição a velocista, Gabriela Vita.

Muito pouco para o potencial gigante do Estado da Bahia.

Para maiores informações sobre o campeonato acesse o site: http://www.cbat.org.br/competicoes/nortenordeste/2017/default.asp

Abraço Grande!

Diogo Silva
Graduado em Comunicação Social (FCS) - Graduado em Educação Física (UFBA) - Especialista em Gestão Esportiva (F2J) - Treinador de Futebol - Treinador Licença C - CBF. @diogaum diogopereirasilva@yahoo.com.br

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