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A Grande estreia do Bahia

A estreia do Bahia foi esperada, digamos assim. Não pelo placar super elástico aplicado ontem à tarde, na Fonte Nova, mas por conta do modelo de jogo apresentado pelo Esquadrão desde a chegada do comandante Guto Ferreira. A resposta no primeiro jogo do Brasileirão foi muito boa, durante a maior parte do jogo os atletas corresponderam aquilo que é a essência da atuação da equipe, há quase um ano: compactação defensiva, fortes transições ofensivas com passes verticais a gerar com certa constância, ora contra ataque, ora um ataque rápido e uma incansável pressão ao portador da bola.

Antes de iniciar com as imagens da partida, gostaria de deixar a primeira pergunta deste texto.

O que você entende por transição ofensiva no futebol?

Vamos ao jogo!


O Tricolor Baiano, apresenta falhas consecutivas em sua transição defensiva, o que significa que a equipe não consegue se organizar de maneira satisfatória no momento em que perde a posse da bola. Para infelicidade dos torcedores, a pobre recomposição do time resultou na abertura do placar em prol do adversário.

Observem no quadro acima, como a primeira linha defensiva se encontra perfeitamente organizada, enquanto a segunda está “quebrada”, com os jogadores sem ocupar o espaço, a fim de minimizar os efeitos do ataque adversário.
Na imagem acima, é possível detectar, de acordo com a indicação em azul, o local exato onde os jogadores deveriam estar. Em vermelho, encontra-se o espaço criado pela falha na compactação defensiva do Tricolor.
Neste último quadro, vejam que o Zé Rafael dobraria a marcação no corredor direito, em conjunto com Eduardo, Edson e Allione estariam no coração da grande área e provavelmente evitariam a finalização do Guilherme. No destaque em azul, Juninho é o único jogador da segunda linha de quatro, que está posicionado como planejado.

As pessoas têm a tendência de individualizar as ações no futebol, porém negligenciam o coletivo que envolve um dos esportes mais praticados no mundo.

O segundo gol sofrido pelo Esquadrão, também foi gerado a partir de uma falha coletiva, assim como no primeiro tento a favor do Atlético Paranaense.

Há duas situações de igualdade numérica, algo que deve ser evitado por qualquer equipe, na entrada da área do E.C Bahia. Atentem como Autuori desloca um jogador para direita (círculo laranja), gerando uma situação de 1vs1, o que possibilitou um confronto de 7vs7 na entrada da área (destaque em branco). Algo que demonstrou ser nocivo a meta do goleiro Jean.
Quando a bola é alçada na área, a maior parte dos jogadores do Esquadrão de Aço, não agride a pelota e permanece a assistir a partida (destaque nos três “X” branco). A igualdade numérica permanece, agora na alma da área (quadro branco),  a deixar um oponente livre (destaque no círculo laranja) para finalizar em zona muito perigosa.
Jean faz uma defesa muito difícil, mas não consegue evitar o inevitável.

Após seis gols em uma partida existe um aspecto crucial em pelo menos quatro deles, a transição ofensiva. Para conseguir ser eficiente, todos os demais conceitos devem estar em harmonia, especialmente a compactação defensiva. Baseado em retirar a bola da pressão, com passes verticais, os comandados de Guto costumam atacar os espaços oferecidos pelo adversário com muita velocidade e precisão, a utilizar quase sempre os três corredores.

Percebam que após uma roubada de bola, o Bahia rapidamente consegue igualdade numérica em setor crucial do campo. (3vs3).
Régis faz excelente infiltração às costas da defesa adversária, culminando em belo gol.

A mesma situação aconteceu no gol do Edigar Junior, onde ele recebeu um passe vertical de Edson, ficou livre contra apenas um adversário, executando uma ótima finalização.


O Esquadrão de Aço fez uma excelente partida e goleou o bom time do Atlético Paranaense.

Os aspectos do jogo do Bahia podem melhorar no que tange a transição defensiva, principalmente.

Estou de acordo com a fala do treinador, quando diz que este resultado dificilmente se repetirá durante a competição. Contudo, a torcida espera que ao menos a atuação permaneça neste patamar durante a maioria dos jogos.

Terminarei o texto com mais duas perguntas ao leitor:

Você compreende que o Bahia poderá perder um jogo exibindo a mesma apresentação da estreia do Brasileiro?

Esta última pergunta foi feita pelo Eduardo Barros (auxiliar do Fernando Diniz) em seu antigo blog. É possível fazer gol de transição ofensiva?

Fiquem a vontade para colaborar com as perguntas, ou comentar qualquer outro aspecto do jogo através do Twitter @diogaum @esportebaianobr ou aqui pelo site.

Abraço Grande!

fonte: imagens retiradas da internet

Diogo Silva
Graduado em Comunicação Social (FCS) - Graduado em Educação Física (UFBA) - Especialista em Gestão Esportiva (F2J) - Treinador de Futebol - Treinador Licença C - CBF. @diogaum diogopereirasilva@yahoo.com.br
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